Conselho Pontifício para os Leigos

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ESPÍRITO SANTO

MARIA, MÃE DE DEUS

O “evangelho de Judas”

TUDO SOBRE A QUARESMA :

O que é a quaresma

Jejum e abstinência

Exame de consciência

Etimologia Quaresmal  (Jejum/Incenso/Círio Pascal/Ceia do Senhor/Quinta-feira Santa)

 

Conselho Pontifício para os Leigos
Instrução acerca de algumas questões
sobre a colaboração dos fiéis leigos
no sagrado ministério dos sacerdotes

 

 

Dons Carismáticos

A nossa vida espiritual tem duas dimensões, primeiro uma dimensão voltada para dentro de nós e depois outra voltada para fora.

Na segunda dimensão está a Igreja, é a dimensão de comunidade, a dimensão de caminhar com o povo de Deus, e Dês nos concede então os dons carismáticos, que não são necessariamente para nós mas para os outros, por exemplo o dom da sabedoria que não é a sabedoria para alimentar a nós mas para alimentar os outros, não apenas para nos orientar, o dom da fé, da ciência, o dom de cura, de milagres que são dons como diz São Paulo para o bem da Igreja, para os outros, para utilidade de todos.

Quando nós exercemos os dons carismáticos não quer dizer que já somos santos, porque Deus pode usar quem Ele quiser da maneira que quiser, mas é preciso dizer que quanto mais santo a pessoa for mais fácil é para Deus usar essa pessoa, por isso os dons carismáticos não estão separados dos dons de santificação, e eu até diria que existe uma grande interface entre eles, quanto mais a pessoa vive os dons de santificação mais aptidão ela tem para viver os dons carismáticos.

Na dimensão interior estão os dons de santificação.


Autor: Felipe Aquino

Dons Carismáticos

Padre Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

 

 Dom da Fé

 Dom da interpretação

 Dom da Profecia

 Dom da Cura

 Dom de línguas

 Dom de Milagres

 Dom do Discernimento

 Palavra de Ciência

 Palavra de Sabedoria

 

Dom da Fé

A fé é o dom que recebemos no batismo. Ele vai acrescentando em nós, a ponto de se tornar uma fé operativa. Não a fé intelectual: "Eu acredito que Jesus pode curar", e só. Não; de tal maneira estou convencido do poder curador do senhor, que minha fé me leva a ser instrumento dele.

Tudo isso depende de estarmos no Espírito Santo e permanecermos Nele.

Se pego um copo e ponho nele água, um pouco de azeite, uma rolhinha e um pavio, terei feito uma lamparina de azeite. Se eu pegar só o pavio e lhe puser fogo, em poucos segundos o pavio se consumirá. Mas, deixando o pavio embebido no azeite estará produzindo luz e calor. Conosco é a mesma coisa: tudo depende de permanecermos embebidos no Espírito. E então Ele, que tem todos os dons, manifesta-se em nós conforme a necessidade.

Leia a Palavra:

"Quando eles chegaram perto da multidão, um homem aproximou-se dele e lhe disse, caindo de joelhos: "Senhor, tem piedade de meu filho: ele é lunático e sofre muito; cai muitas vezes no fogo ou na água. Embora eu o tenha trazido a teus discípulos, ele não o puderam curar". Tomando a palavra, Jesus disse:

"Geração incrédula e transviada, até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar? Trazei-mo aqui". Jesus ameaçou o demônio, que saiu do menino, e este ficou curado desde aquela hora.

Então os discípulos, aproximando-se de Jesus, disseram-lhe em particular: "E nós, por que não conseguimos expulsá-lo?" Ele lhes disse: "Por causa da pobreza de vossa fé. Pois, em verdade, eu vos digo, se um dia tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direi a está montanha: Passa daqui para acolá; e ela passará. Nada vos será impossível" (Mateus 17,14-20).

Ore agora: Tua Palavra é santa, Senhor. Tua Palavra é a Verdade. Eu quero acolher, viver esta Verdade. Acolho, agora, a Tua Palavra. A Tua Palavra é a Verdade. A Verdade está aqui! Eu quero viver esta Tua Palavra AGORA.

Na Bíblia, o episódio que acabamos de ler vem logo depois da transfiguração.

Jesus vai para o alto do monte, e lá se transfigura diante de Pedro, Tiago e João.

Quando ele desce, encontra esta situação: os apóstolos tinham recebido aquele pai, e não conseguiram fazer nada pelo filho dele. Jesus expulsou o demônio, o menino ficou curado e Jesus o devolveu ao pai.

Segue-se então a parte mais importante do Evangelho, no v. 19: "Então os discípulos disseram-lhe em particular:

"Por que não pudemos nós expulsar esse demônio?"

Ele lhes disse:

"Por causa da pobreza de vossa fé" (Mt 17,20a) Que é isso! Os apóstolos não tinham fé? Nós dizemos: "Claro que tinham!" Eles acreditavam em Jesus, acreditavam que ele era o filho de Deus, acreditavam que Jesus curava, acreditavam que ele expulsava o demônio. Eles acreditavam que o poder de Deus estava em Jesus.

Acreditavam que Deus os estava usando. Prova disso é que foram à frente de Jesus, de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, pregando, curando e vendo curas acontecerem.

Eles viram! Portanto, acreditavam. Porém, diante daquela situação, diante do menino naquele estado, não acreditaram. Eles se julgaram muito pequenos para aquilo e Jesus foi claro: "Por causa da pobreza de vossa fé".

E Jesus continua:

"Em verdade, eu vos digo: se um dia tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: passa daqui para acolá e ela passará. Nada vos será impossível" (Mt 17,20b).
 

Dom da interpretação

Normalmente, nem aquele que fala em línguas nem os outros entendem o que se enuncia. Mas o Senhor, muitas vezes, quer que aquela oração seja de edificação para a comunidade; quer usar o veículo das línguas para falar à comunidade. Então, o Senhor dá, à mesma pessoa ou a outra pessoa, o dom da interpretação. É portanto outro dom: o dom de interpretar - não se trata de tradução.

Às vezes, Deus nos fala por meio do dom de profecia em línguas. Nossa oração em línguas é uma oração de louvor, de adoração, de intercessão; é uma oração para Deus; não precisa de interpretação. Mas quando Deus usa o mesmo canal de oração em línguas para nos dirigir uma palavra de profecia, faz-se necessária a interpretação, do contrário a profecia não pode ser feita.

No momento em que o grupo de oração se reúne, naquele instante de silêncio, alguém é movido pelo Espírito Santo a falar em línguas; e fala algumas frases em línguas. Deus suscita nesse momento o dom da interpretação, ao qual precisamos estar abertos. Como acontece isso?

Vem à nossa mente, a nosso coração, a interpretação, o sentido daquelas palavras em línguas. E isso nos vem da mesma forma que o dom da profecia. Sentimos a interpretação nascer em nós.

Esse dom é muito precioso, ele causa uma impressão maravilhosa na assembléia. É uma palavra muito forte, muito consoladora, que vem de Deus, e é expressa na linguagem dos anjos, na linguagem própria do Espírito Santo.

Dom da Profecia

"Mas quem profetiza fala aos homens: ele edifica, exorta, encoraja. Quem fala em línguas edifica a si mesmo, mas quem profetiza edifica a assembléia. Desejo que todos vós faleis em línguas, mas prefiro que profetizeis" (1Cor 14,3-5a).

No dom de línguas, estamos falando a Deus, não aos homens. Mas os homens precisam que a mensagem lhes seja anunciada. Daí a importância do que S. Paulo diz no trecho acima.

Quando Deus nos dá uma palavra de profecia, a assembléia inteira é edificada.

Às vezes, temos uma noção errada a respeito da profecia. Pensamos que se trata de adivinhar o futuro. Nada disso: profeta é aquele que fala em nome de Deus, ou melhor, é um instrumento que Deus precisa.

Profecia, ou palavra de profecia, é justamente a palavra que Deus expressa por intermédio de alguém. Nada a ver com adivinhar o futuro.

Como acontece a palavra de profecia?

Quando estamos em cima de oração, nasce em nós, em nosso coração, em nossa mente, uma palavra:

"Confiai em mim, porque eu sou o vosso Senhor. Ponde vossa confiança unicamente em mim, porque estais cercados por muitos falsos profetas, por muitas insinuações do mal. Ponde vossa confiança em mim!

Eu sou o vosso Senhor, conduzo vossas vidas, vosso presente, vosso futuro. Confiai em mim, ponde vossa total confiança em mim. Eu sou vosso Senhor, deixai-me conduzir vossas vidas, deixa-me ser vosso Senhor".

A palavra de profecia vem dessa maneira, em primeira pessoa. Na verdade, não sou eu que estou falando. É Deus mesmo falando à assembléia.

A palavra de profecia não é empréstimo de uma frase da Bíblia. Não é repetir o que nos vem na cabeça. Quando estamos num ambiente de oração, oramos, cantamos em línguas; podem vir à nossa mente palavras da Bíblia, o que é ótimo, podem vir até palavras na primeira pessoa, como: Eu sou a Luz do mundo! Eu sou o Bom Pastor! Ótimo. Deixe palavras como estas brotarem em você, acolha-as; é Deus quem inspira. Mas profetizar não é repetir frases bíblicas.

Quando a palavra é de profecia, ela vem e é insistente. No início, quando não estamos acostumados, começamos a ter palpitações, sentimo-nos sufocados! A palavra de profecia é uma ordem imperiosa, ela quer se apresentar. Depois, quando já estivermos acostumados, não há mais palpitação, nos tornaremos mais dóceis e percebemos quando é palavra de profecia!

Na palavra de profecia, o próprio Deus nos fala, às vezes consolando, às vezes exortando, noutras repreendendo. E é interessante notar que o efeito da palavra de profecia sobre a assembléia é muito positivo. a palavra de profecia muda o ambiente do grupo de oração. O efeito da palavra de profecia faz diferença dentro de nós. Quando há palavras que não são de profecia, o ambiente fica pesado, monótono, o que prejudica a oração.

Com a palavra de profecia não é assim: nós a recebemos e sentimos "aquela sensação gostosa". Mesmo quando é severa, percebemos que vem de Deus, e isso eleva o grupo todo, eleva a oração. Há mais unção, mais força, mais espontaneidade.

Duas ou três palavras de profecia em um grupo de oração se transforma!

Precisamos abrirmos ao dom de profecia! Precisamos cultivar o dom de profecia.

 

Dom da Cura

Não somos nós que curamos; é Jesus. Cheio do Espírito Santo, Jesus saiu por todas as partes curando. Da mesma forma, o Espírito quer se manifestar em nós - que somos membros do Corpo de Cristo; as mãos, os pés do Corpo Místico de Cristo -, levando cura àqueles que dela precisam. Geralmente pensamos que a cura seja uma coisa extraordinária.

Não. Para o povo cristão, a cura que vem por meio de Jesus é algo normal, ordinário. O problema é que a nossa fé foi esfriando. Se o Senhor não tem feito curas, milagres, prodígios e sinais no meio do seu povo, é porque o povo não tem acreditado.

De nada adianta o médico dar um bom remédio ao doente, se depois ele chega em casa e faz o contrário do que foi indicado: não pode beber e beber; não pode fumar e fumar; precisa deitar cedo e ficar até de madrugada fora de casa; não pode fazer esforço e sair por aí praticando esporte; não pode tomar sereno e não somente tomar sereno como até chuva, e se jogar na piscina... É claro que assim não adianta nada o médico ter dado o remédio.

O mesmo ocorre com o Senhor: Ele está querendo curar seu povo, mas seu povo infelizmente é rebelde; faz tudo contra Suas leis e mandamentos; e assim se perde pelos descaminhos da vida. A coisa mais importante para sermos curados pelo Senhor e conservados em plenitude de saúde é andar nos seus caminhos.

Grande parte das nossas doenças são chamadas psicossomáticas; são conseqüência de preocupação, ansiedade, angústia, ressentimento, rancor... Causam problemas de estômago, vesícula, rim, coluna, dor de cabeça, problemas respiratórios, pressão alta, baixa... São conseqüências de nossa vida desviada dos caminhos do Senhor.

O dom da cura e o dom da fé estão ligados. Porque acreditamos, oramos pelas pessoas, como Jesus mandou: “Em qualquer casa onde entrardes, dizei: Paz a esta casa. Se ali houver algum doente, orai por este doente. Recebestes de graça, de graça dai” (...). E o Senhor garante: “E a oração da fé salvará o enfermo. E o Senhor o levantará”.

Jesus não apenas mandou fazer, mas deu o exemplo. Os apóstolos viam Jesus fazendo constantemente isso. Quando Ele chegou à casa de Pedro, viu que a sogra de Pedro estava doente, com uma febre altíssima. Jesus orou por ela, orou com expectativa, e a cura aconteceu. Era assim constantemente, e os apóstolos aprenderam. Quando foram mandados dois a dois, ao voltarem contaram as maravilhas que o Senhor realizara.

Faça isso: comece a orar pelas pessoas, para que sejam curadas. Não espere juntar uma platéia para começar. Comece em casa. Em geral, é mais fácil começar pelas crianças. Crianças são muito sensíveis, não têm pecado, nem barreiras. A cura acontece muito facilmente nelas. Você vai crescer na fé, orando e vendo a cura se realizar; vai acreditar ao ver que o Senhor cura por meio de nós. O Senhor quer que você acredite nisso. Não é você que vai curar, porque o próprio dom de curar vem do Espírito Santo. É o Espírito que cura; nós somos apenas seus instrumentos.

Então, não tenha receio; comece orando por suas crianças, em casa. Por que não rezar o marido pela mulher e a mulher pelo marido, para serem ambos curados? Dormem juntos; por que não rezar um pelo outro? Não é preciso se envergonhar. O casal deve rezar; e assim, o Senhor fará maravilhas. Quando houver vizinhos doentes, vá visitá-los. Quando as coisas são feitas com simplicidade, funcionam. Ore com simplicidade e expectativa.

Tudo se faz em oração. È a oração que leva à cura. Baseado em S. Paulo, D. João Evangelista Martins Terra explica que “cada cura é um carisma especial”: Jesus, porque ama aquela pessoa, derrama o Seu Espírito sobre ela, dá um carisma especial, para que aquela pessoa seja curada.

Aja de acordo com sua fé. Ela será sempre do tamanho de um grão de mostarda: mas, uma vez que Deus lhe deu a fé, aja de acordo com ela; vá a Jesus, receba de Jesus o carisma e leve-o a quem dele precisa. Faça isso, e assegure à pessoa que estiver doente que o Senhor quer curá-la.

Quando acreditamos, o impossível acontece. Não basta que eu acredite; estou pedindo a Deus que você acredite, que lhe seja concedida a certeza da fé, e que você aja de acordo com a fé, porque para Deus nada é impossível. O Senhor quer hoje que nós, por meio dos dons, dos carismas, sejamos os portadores da cura de Deus.

“Obrigado, Senhor nosso Deus! Muito obrigado por tudo o que o Senhor faz, por tudo que o Senhor realiza. Amém!”

Dom de línguas

O primeiro dom que se manifestou foi o de línguas. Em pentecostes, os discípulos, junto com Maria, ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a orar, a louvar, a cantar numa língua nova, a língua do Espírito. Alguns interpretaram o acontecimento e disseram: ''Eles louvam a Deus, estão cantando as glórias de Deus, e nós estamos entendendo com o coração''. Outros estavam ali como curiosos, brincando, zombando, dizendo que os discípulos estavam bêbados. Pedro explicou: '' Não estamos bêbados; pelo contrário, está se cumprindo a profecia de Joel''. O primeiro dom criou confusão.

O que é o dom de línguas? Quando nós somos batizados no Espírito Santo, a primeira coisa da qual nos enchemos é de oração. E por que isso? Porque o Espírito Santo é a ligação entre o Pai e o Filho. A oração é a comunicação entre o Pai e o Filho; o Filho que fala ao Pai e o Pai que fala ao Filho. A beleza da intimidade que acontece dentro da Trindade é feita pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é oração.

Além disso, Ele é a ligação entre Deus e nós. A oração que vai e a oração que volta. Quando somos introduzidos no Espírito Santo, saímos cheios de oração, porque o Espírito Santo é oração, uma oração de fogo, infalível.

Nós damos o combustível, que é o nosso ar. Movemos nossas cordas vocais, movemos a boca, a língua, geramos sons; e o que acontece? O Espírito Santo ora, fala e canta em nós. Fornecemos a expressão palpável, mas quem dá o conteúdo, o fogo e a oração é o Espírito Santo.

Você não imagina o valor dessa oração! Porque não somos nós orando simplesmente. É o Espírito Santo orando em nós!

Que acontece no dom de línguas? Quem entra em ação não é a nossa inteligência.

Movimentamos as cordas vocais, soltamos o ar, mexemos a língua, a boca, e produzimos som; mas o conteúdo vem do Espírito Santo. Da minha inteligência? Não! Da inteligência do Espírito Santo.

São explica isso na Epístola aos Romanos, 8,26:

''Do mesmo modo, também o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos rezar como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis''.

Essa explicação é bem simples: ''gemidos inexprimíveis'', quer dizer: gemidos que não podem ser entendidos, a não ser quando Deus dá a interpretação.

Quando ora por seu filho ou sua filha, você sabe exatamente do que eles precisam? Não. É por isso que o Espírito Santo vem em nosso auxílio: porque não sabemos o que pedir, nem sabemos orar como convém. Ele mesmo intercede por nós e em nosso favor, com gemidos inexprimíveis.

Daí as maravilhas acontecem, porque é o Espírito Santo orando dentro de nós, por nós. São Paulo continua:

''E aquele que perscruta os corações sabe qual é a intenção do Espírito: com efeito, é segundo Deus que o Espírito intercede pelos santos''.(Rm 8,27).

Dom de Milagres

Ligado à cura está o dom dos milagres. Certas curas são verdadeiros milagres:acontecem imediatamente de maneira extraordinária. O processo de cura é demorado, mas o milagre é imediato. Além dos milagres no campo da cura, há muitos milagres que o Senhor faz em muitos outros campos da nossa vida.

Pela fé carismática, começamos a perceber os milagres acontecendo nas nossas vidas, nos nossos grupos, em nossas comunidades. O que nunca se esperava acontece, o impossível acontece.

Além da cura, Deus pode fazer milagres em nossa vida. Os santos de que fala o Evangelho foram homens repletos do Espírito, banhados em fé, em suas vidas, por isso milagres aconteceram com eles. A fé está sendo suscitada, e quando temos um povo que acredita, que crê na força do Espírito, os milagres de Deus começam a acontecer no meio de nós.

É bom lembrar que Deus não está a nossa disposição como se ele fosse um escravo para atender os nossos pedidos a qualquer momento. A nós o pedido e a Deus, pela sua misericórdia, o realizar. Se ele quer o milagre, ele o fará. É importante frisar que não podemos apoiar nos milagres para termos mais fé. Pois o próprio Deus, já nos deu provas suficientes e concretas de que está zelando por nós. Para um judeu por exemplo, os acontecimentos do dia a dia são milagres: O nascer do sol, o rio que corre das colinas, o abrir os olhos a cada manhã, o firmamento, a ordem do universo.

Tenha fé! O senhor pode tudo nos vários campos da vida: das finanças, no campo da libertação de vícios, da libertação da prostituição, do adultério. Também no campo da conversão de pessoas que recusam Deus. Ele pode fazer milagres; basta que acreditemos e de seu amor misericordioso.

Dom do Discernimento

O inimigo age sorrateiramente. Para distinguir sua ação em nosso ambiente, o único meio é o Espírito Santo; ninguém tem por si discernimento.

Paulo VI destacou em um de seus pronunciamentos: "O dom dos dons para os tempos de hoje é o discernimento". E é mesmo, do contrário somos levados por ventos de várias doutrinas, a mesmo, sem saber para onde vamos.

Para possuir discernimento, o básico é aprender a ouvir o Senhor; suas emoções, inspirações. Muitas vezes o sentimento dentro de nós, movendo-nos:

"Faça assim, não diga aquilo", mas em geral sepultamos isso, fazendo até o contrário. O Espírito Santo dá o dom do discernimento àqueles que estão n'Ele, imersos, banhados n'Ele. Àqueles que dão tempo à escuta, à oração, à Palavra.

Temos de ser dóceis à condução do Espírito. É muito necessário distinguir o que vem de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, de Maria, dos anjos. Caso contrário, tudo se confunde na nossa cabeça. Deus quer nos dar essa graça, o dom de discernimento dos espíritos, que é resultado de nossas caminhada pela tenda da oração.

É preciso caminhar, progredir e perseverar nos grupos de oração, na Palavra de Deus, na docilidade e no trabalho do Senhor. Assim, vamos nos constituindo terreno cada vez mais próprio para a semeadura. Percebemos que uma palavra não vem de Deus, mas do maligno, quando ela nos faz mal, nos agride.

A falta de discernimento é própria dos iniciantes e dos imaturos. É claro que Deus nos salva nessas situações. Temos sido salvos por Ele, que quer nos dar, cada vez mais, o discernimento dos espíritos, a capacidade de perceber e de sentir em nós o que é de Deus e o que não é; o que vem do Espírito Santo e o que vem do mal.

Temos de ser cuidadosos quanto a isso: pois em nosso espírito humano se misturam o orgulho, a vaidade, o ciúme, a inveja, rivalidades e competições com os outros.

Se não temos o discernimento dos espíritos, podemos pensar que vem de Deus algo que na verdade não vem. Trata-se apenas de orgulho e vaidade de minha parte, e eu engulo tudo como se fosse de Deus.

O senhor tem para nós esse grande dom, esse precioso dom que é o discernimento dos espíritos. Embora ele seja um dom, embora nos seja dado gratuitamente, é resultado, também, da nossa caminhada. Precisamos caminhar e amadurecer e o que nos amadurece é a perseverança, a oração, a Palavra de Deus e a docilidade. E com a maturidade vem também o discernimento dos espíritos.

Que Deus dê a você esse grande dom.

Você pode orar agora: Senhor, Jesus, peço o discernimento dos espíritos. Preciso muito desse dom, para não confundir todas as coisas. Não quero saber de nada de mau, não quero saber confundir. Quero ser guiado, conduzido, orientado por ti. Dá-me, Senhor, o dom do discernimento dos espíritos. Amém! Peço para você a graça da caminhada, do crescimento, para que venha a trilhar o seu caminho com perseverança. Peço que, amadurecido, crescido e arraigado em Jesus, que você tenha todo discernimento, para poder servir ao Senhor cada vez melhor; como bom e prudente, a quem o Senhor pode confiar o que tem de mais precioso.

Palavra de Ciência

Quando a palavra de profecia surge espontaneamente nos nossos grupos, especialmente depois da oração, do canto em línguas e do silêncio, esse é um momento muito oportuno para Deus nos dar a palavra de ciência.

A palavra de ciência é chamada também palavra de conhecimento.

É como um diagnóstico. Deus nos dá um conhecimento que não poderíamos alcançar por nosso próprio esforço. Essa palavra de ciência vem de nós. Chama-se palavra porque nos é dada através de uma expressão, de uma frase, ou de uma imagem. Sua função é indicar algo que Deus que fazer.

Às vezes você está orando por alguém, e lhe sobrevém uma palavra, uma imagem. E, no momento em que você apresenta essa imagem, ela funciona como uma chave de interpretação.

A palavra de ciência vem a nós, ressoa no nosso interior, como imagem que vem à nossa mente. Deus envia a palavra de ciência necessária, a palavra de conhecimento de que uma pessoa precisa, para podermos agir juntos à pessoa e ajudá-la a sair do problema.

Não duvide da palavra de ciência. Use-a na sua oração, ou fale com a pessoa pela qual você está orando, perguntando-lhe o que aquela palavra diz a ela, à vida dela. Use-a para levar a cura aos seus irmãos, para levar-lhes a libertação do reino de Deus, para revelar o mundo sobrenatural, o trono da graça do Rei. Obrigado, Senhor, pelo precioso dom de ciência

! Dá-me a palavra de ciência e usa-me, Senhor, o quanto quiseres, para agir na vida dos meus irmãos!

Eis-me aqui, meu Senhor e meu Deus. Estou pedindo, Senhor, que manifestes teu poder, manifestes tua glória nesses meus irmãos e irmãs, através da palavra de ciência. Sabes que teu povo está doente, oprimido, amarrado, Senhor!

E queres levar-lhe a verdadeira cura, a verdadeira libertação!

Usa-nos, Senhor, no dom da palavra de ciência.

Amém!

Palavra de Sabedoria

Sabedoria e ciência caminham juntas, como dois remos, para conduzir o povo de Deus. Sabedoria aqui não é sabedoria humana; não é cultura, grau de estudo. É a sabedoria que vem do Espírito. E esse dom não nos torna autoridades; não nos habilita a falar grosso, na ponta dos pés. Não. É a coisa mais simples do mundo e beneficia não a nós mesmos, mas ao outro. Somos apenas o fio condutor, não nos esqueçamos disso. Às vezes, nem sabemos que aquilo que dissemos ao outro foi uma palavra de sabedoria; nem percebemos que atingiu o outro, que tocou, transformou, tirou da dúvida, tirou da opressão, da desorientação. Esse dom da sabedoria, o Senhor não o quer apenas para alguns pregadores, estudiosos, mas para todos: para o pai de família, a mãe, o operário, o jovem... Trata-se de uma sabedoria "feijão com arroz", que você vai levar para seu filho, sua filha, sua mulher, seu marido, vizinho, empregado, para o companheiro de serviço... Porque estamos no Espírito, batizados n'Ele, Ele se manifesta em nós.

O dom da palavra de sabedoria é um dom doméstico... é a palavra, o pensamento ou idéia que o Senhor nos envia no momento oportuno.

Diante de uma criança que precisa de correção, às vezes somos impelidos pela cólera e já queremos bater e ralhar! Neste momento, perceba, o próprio Espírito Santo nos orienta com sua sabedoria. Às vezes é falar, às vezes repreender, às vezes é melhor esperar! Mas o Espírito Santo sempre traz a orientação!

O Espírito Santo vai inspirar em nosso coração a palavra certa. A palavra de sabedoria é como a semente; ela não é grande, é pequenina! O Espírito Santo planta a semente da sabedoria, que é o certo, o correto...

Quando você tira todo o restolho e pega só a semente, acerta em cheio: sabe o que fazer e o que não fazer. Às vezes, é melhor comprar ou negociar, às vezes não! Claro, exige-se um ambiente de oração, que a pessoa já seja de oração, de escuta, dócil.

O dom da palavra de sabedoria precisa de um ambiente. É como a semente. Ela só vai poder frutificar em ambiente bom. Não vingará no asfalto. A pessoa deve ser dada à oração, à Palavra de Deus, à escuta atenta de Deus; porque, percebendo que a palavra vem do Senhor, ela obedece.

Se você é uma pessoa atenta à Palavra de Deus, se cultiva a docilidade, com certeza Deus vai lhe dar a palavra de sabedoria!

E o melhor é que acabamos nos tornando instrumentos da palavra de sabedoria para os outros: vamos ter a palavra certa, correta para a pessoa, para determinada hora e situação.

A palavra de sabedoria é um dom preciosíssimo, é o dom pelo qual Deus conduz as nossas vidas. E ela está aí, a nosso alcance; resta-nos acolhê-la para levá-la a nossos irmãos.

Dá-me, Senhor, a graça da sabedoria! Transforma-me em pessoa perseverante na oração. Faze de mim pessoa de escuta. Faze de mim pessoa dócil, que cultiva a docilidade para que eu possa receber de Ti, Senhor, toda a orientação de sabedoria para conduzir a minha vida.

O Teu Espírito é Sabedoria e me quer dar a palavra de sabedoria, a orientação de sabedoria, em cada circunstância, em cada situação.

Quero e peço para estar atento, para acolher a Palavra de sabedoria que o Teu Espírito me reserva.

Amém!

 

 

Dons da Santificação

 Dom da Fortaleza

 Dom da Piedade

 Dom da Sabedoria

 Dom do Conhecimento

 Dom do Conselho

 Dom do Entendimento

 Dom do Temor de Deus

 

Batismo no Espírito Santo  -  Fonte: SHALOM

"É Ele que vos batizará no Espírito Santo e no fogo" (Mt 3,11)... Esta promessa vai ter seu cumprimento, externo e visível ao mesmo tempo, no dia de Pentecostes: "Então apareceram línguas como de fogo. (...) Todos ficaram repletos do Espírito Santo" (At 2,3-4).

Igualmente a palavra de Jesus: "Eu vim para atear fogo sobre a terra" (Lc 12,49), refere-se ao dom do Espírito, ou ao menos o inclui. Quanto a Paulo, também ele, implicitamente compara o Espírito ao fogo, recomendando que não se deve "apagar" o Espírito (cf. 1Ts 5,19).

Para descobrir o que é que a Revelação quis nos dizer com isto, devemos ver o que o fogo simboliza na Bíblia. Vamos então descobrir que o fogo tem múltiplos significados, alguns positivos, outros negativos. O fogo ilumina (como no caso da coluna de fogo, no Êxodo), aquece, inflama, devora os inimigos, punirá por toda a eternidade os ímpios.

Mas, entre todos esses significados, há um que se destaca e predomina sobre os outros: o fogo purifica. Também a água simboliza muitas vezes a purificação, mas com uma diferença importante que a própria Bíblia enfatiza: "...o ouro, a prata, o ferro, o estanho e o chumbo, tudo o que pode resistir ao fogo, deveis passar pelo fogo para que seja purificado. (...) O que não resistir ao fogo, fareis passar na água lustral" (Nm 31,22-23).

O fogo é o símbolo de uma purificação mais profunda, radical. A água purifica por fora, o fogo também por dentro. Canta o salmista: "Examina-me, Senhor, e submete-me à prova, purifica no fogo meus rins e coração" (Sl 26,2). As coisas preciosas - o ouro, no âmbito material, a fé no espiritual - são provadas no fogo (cf. 1Pd 1,7)...

A esta luz se deve compreender também a definição de Deus como um "fogo devorador". A sua santidade e simplicidade não toleram mistura alguma, e põem a nu todo o mal e o devoram. Somente quem afasta de si o mal "poderá agüentar um fogo devorador" (cf. Is 33,14s). em certo sentido, o título de "fogo" limita-se a explicitar o adjetivo de "Santo" que acompanha o nome "Espírito". O Espírito é fogo porque é Santo...

Em Pentecostes - escreve Cirilo de Jerusalém - os apóstolos receberam "o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma"...

Um antigo responsório que se recitava no Ofício de Pentecostes diz: "Sobreveio um fogo divino, que não queima, mas ilumina, não consome, mas brilha; encontrou os corações dos discípulos como receptáculos puros e distribuiu entre eles os seus dons e carismas"...

Resumindo esta tradição sobre o fogo de Pentecostes, dotado do poder de criar e destruir, um grande poeta moderno escreve: "A pomba desce, fendendo os ares, com chama incandescente de terror, e as línguas declaram que a única esperança (ou desespero) está na escolha entre queimar ou queimar, ser remidos do fogo pelo Fogo".

Nós "escolhemos" passar pelo fogo que redime para não sofrer um dia o fogo do juízo que destrói...

A partir deste momento, o Espírito começa a agir como um fogo, não mais porém como fogo que purifica e refunde, mas como fogo que aquece e inflama... A Liturgia resgata esse ensinamento quando nos faz dizer, na Missa de Pentecostes: "Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor", e ainda, na Seqüência: "Aquece o que está frio"...

Santo Efrém Sírio cantou profunda e poeticamente esta prerrogativa do Espírito de aquecer, fecundar e derreter o gelo do pecado, que faz a alma ficar rígida de frio: "Com o calor, tudo amadurece; / graças ao Espírito, tudo é santificado: / símbolo evidente! / O calor derrete o gelo dos corpos: / o mesmo faz o Espírito com a impureza dos corações. / Ao primeiro calor, saltam os bezerrinhos na primavera; / assim também os discípulos, quando o Espírito desceu sobre eles. / O calor rompe os troncos do inverno que mantêm flores e frutos prisioneiros: graças ao Espírito Santo, / quebra-se o jugo do maligno, / que impede à graça desabrochar. / O calor desperta o seio da terra adormecida: / o mesmo faz o Espírito Santo com a Igreja".

Também para João da Cruz, são dois os efeitos da Chama viva de amor: ela purifica a alma e lhe infunde força, vivacidade e ardor por Deus. Não se contenta em purificar-nos do pecado, mas prolonga a sua ação em nós até nos fazer "fervorosos no Espírito" (Rm 12,11). Comporta-se como o fogo quando se apega à lenha úmida: primeiro o expurga, arrancando-lhe com barulho todas as impurezas, depois o inflama progressivamente, até que se torne toda incandescente e ela mesma se transforme em fogo.

Concretamente, isto quer dizer que o Espírito Santo nos preserva de cair na tibieza e, se por acaso já tivermos caído na tibieza ou estivermos caindo, livra-nos dela. Da tibieza não se pode sair sem uma intervenção do Espírito Santo, intervenção nova, decisiva. Podemos vê-lo na vida dos apóstolos. Antes de Pentecostes, eram pessoas tíbias. Não eram capazes de vigiar uma hora, discutiam sempre quem seria o maior, ficavam espantados diante de qualquer ameaça. Mas, que diferença depois que sobre eles vieram pairar as línguas de fogo. A partir daquele momento, tornaram-se a viva imagem do zelo, do fervor e da coragem. Fervorosos no pregar, no louvar a Deus, no fundar e organizar as Igrejas e, enfim, no sacrificar a vida por Cristo...

Pouco adianta dizer: é preciso aplicar à doença da tibieza o remédio do fervor! É como dizer a um doente que o remédio para o seu mal é a saúde, ignorando que justamente este é o seu problema: a falta de saúde. Não, o remédio para a tibieza não é o fervor, mas é o Espírito Santo. O fervor é o contrário da tibieza, não é o remédio para ela.

Com isto há uma esperança também para nós. Se nos parece diagnosticar em nós os sintomas deste "mal obscuro" da vida espiritual - a tibieza - se descobrimos que estamos apagados, frios, apáticos, insatisfeitos com Deus e com nós mesmos, existe remédio, e é infalível: precisamos de um belo e santo Pentecostes! Com o auxílio da graça, é possível sair da tibieza. Houve grandes santos que, como eles mesmos o admitiram, se tornaram santos depois de um longo período de tibieza. É o que desejamos pedir ao Espírito Santo.
 

 

Na Bíblia hebraica (Velho Testamento), o termo hebraico Ruach HaKodesh é usado muitas vezes; e é traduzido literalmente como

Espírito Santo.

Eu vim para lançar fogo sobre a terra: e como gostaria que já estivesse aceso! ( Lc 12,49 )

Apareceram então umas como línguas de fogo, que se espalharam e foram pousar sobre cada um deles.( At 2,3 )

Pois o nosso Deus é um fogo devorador. ( Hb 12,29 ) ...

Então eu penso: «Quem me dera ter asas de pomba para eu sair voando e pousar...( Sl 55(54),7)

Depois de ser batizado, Jesus logo saiu da água. Então o céu se abriu, e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e pousando sobre ele.( Mt 3,16 )

 

 

Quem é o Espírito Santo?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.

O Espírito Santo, o Dom de Deus

"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).

Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.

Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.

Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.

Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.

O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.

Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.

O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.

Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.

Símbolos

O Espírito Santo é representado de diferentes formas:

  • Água: O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, já que a água se transforma em sinal sacramental do novo nascimento.

  • Unção: Simboliza a força. A unção com o óleo é sinônimo do Espírito Santo. No sacramento da Confirmação o confirmando é ungido para prepará-lo para ser testemunha de Cristo.

  • Fogo: Simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito.

  • Nuvem e Luz: Símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Assim desce sobre a Virgem Maria para "cobri-la com sua sombra" . No monte Tabor, na Transfiguração, no dia da Ascensão; aparece uma sombra e uma nuvem.

  • Selo: é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão.

  • Mão: Mediante a imposição das mãos os Apóstolos e agora os Bispos, transmitem o "Dom do Espírito".

  • Pomba: No Batismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em forma de pomba e posa sobre Ele.

MARIA MÃE DE DEUS 

O uso da expressão "Maria, mãe de Deus" foi oficialmente autorizado no Concílio de Éfeso no século V.

A Bíblia apresenta Jesus como Deus ( Verbo ) que se fez carne (João 1:1,14).

Várias pessoas têm tentado separar essas duas características de Jesus Cristo, às vezes sugerindo que fosse duas pessoas distintas, uma espiritual e a outra carnal. Para estas  pessoas apresentemos as palavras de S. Tomé:

"Respondeu-lhe Tomé. . .__ Meu Senhor e meu Deus" (João 20:28).  

A própria linguagem de Jesus não deixou dúvidas, conforme Ele aplicou a descrição "Eu Sou" para si próprio (João 8:24-58; veja Êxodo 3:13-14). Jesus claramente afirmou ser Deus!

Ainda para alguns Jesus seria apenas o templo ou revestimento do Filho de Deus; a divindade teria passado por Maria, mas não nascera de Maria, isto é uma pessoa humana em Nosso Senhor, distinta da Segunda Pessoa da Ssma. Trindade. Com isto contesta-se o título "Theotokos", Mãe de Deus.

Esta posição sofre um erro. Se há duas pessoas, uma divina e uma humana, não há realmente Encarnação nem morte na Cruz. Há apenas uma espécie de "possessão", contrária à confissão da fé cristã.

Nós, cristãos sabemos que Deus se fez homem, e que em Cristo há só uma pessoa e duas naturezas;

a) a divina;

b) e a humana.

 

Não entender o Mistério da Encarnação. É um erro de cristologia, não de mariologia.

Maria realmente é Mãe de Deus, a partir da Encarnação Jesus como Deus ( Verbo ) que se fez carne (João 1:1,14).

Repito: Jesus não é um ser híbrido e composto de uma pessoa divina e outra humana, mas sim uma só pessoa com duas naturezas.

Não é um corpo humano (co)habitado por uma pessoa da Santíssima Trindade, mas sim a Encarnação desta pessoa. Repito: Uma só pessoa, porém duas naturezas.

O Verbo de Deus se fez um homem no seio de Maria, mantendo a sua natureza divina e tomando, por intermédio de Maria, também uma natureza humana, na mesma pessoa.

Assim Maria é realmente a Mãe de Deus. Se ela não o fosse, Jesus não seria Deus, mas sim uma "vestimenta" humana para Deus.

Maria foi preparada por Deus antes mesmo de sua concepção, exatamente para que o Verbo se fizesse Carne (não "assumisse uma" carne) em seu seio.

Foi ela igualmente que fez com que Jesus iniciasse o seu trabalho, apesar d'Ele dizer que a Sua hora não havia ainda chegado (bodas de Caná), e foi ela que sempre esteve ao seu lado até a Sua morte na Cruz, sendo então dada a nós, os discípulos, como nossa Mãe.

Maria, evidentemente, não é uma pessoa da Ssma. Trindade, nem poderia ser.

 

Mas ela é a nossa intercessora (como qualquer cristão pode rezar pelo outro, ela reza por todos nós), a nossa advogada (como nas bodas de Caná, ela nos diz "fazei tudo o que Ele vos ordenar"(Jo 2,5), e ao mesmo tempo pede a Ele que aja em nosso favor, para o nosso bem).

Com Maria aprendemos a dizer "sim" a Deus, a dizer "faça-se em mim segundo a Sua vontade"; aprendemos também que mesmo com o  coração traspassado por dores conforme previu o Profeta Simeão tenhamos a disposição para a evangelização (Jo 2,5), a fidelidade “E sua mãe conservava no coração todas essas coisas” (Lc 2,51). e a oração(At 1,14).

 

 

 

 

Na Bíblia hebraica (Velho Testamento), o termo hebraico Ruach HaKodesh é usado muitas vezes; e é traduzido literalmente como

Espírito Santo.

Eu vim para lançar fogo sobre a terra: e como gostaria que já estivesse aceso! ( Lc 12,49 )

Apareceram então umas como línguas de fogo, que se espalharam e foram pousar sobre cada um deles.( At 2,3 )

Pois o nosso Deus é um fogo devorador. ( Hb 12,29 ) ...

Então eu penso: «Quem me dera ter asas de pomba para eu sair voando e pousar...( Sl 55(54),7)

Depois de ser batizado, Jesus logo saiu da água. Então o céu se abriu, e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e pousando sobre ele.( Mt 3,16 )

 

 

Quem é o Espírito Santo?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.

O Espírito Santo, o Dom de Deus

"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).

Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.

Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.

Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.

Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.

O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.

Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.

O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.

Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.

Símbolos

O Espírito Santo é representado de diferentes formas:

  • Água: O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, já que a água se transforma em sinal sacramental do novo nascimento.

  • Unção: Simboliza a força. A unção com o óleo é sinônimo do Espírito Santo. No sacramento da Confirmação o confirmando é ungido para prepará-lo para ser testemunha de Cristo.

  • Fogo: Simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito.

  • Nuvem e Luz: Símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Assim desce sobre a Virgem Maria para "cobri-la com sua sombra" . No monte Tabor, na Transfiguração, no dia da Ascensão; aparece uma sombra e uma nuvem.

  • Selo: é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão.

  • Mão: Mediante a imposição das mãos os Apóstolos e agora os Bispos, transmitem o "Dom do Espírito".

  • Pomba: No Batismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em forma de pomba e posa sobre Ele.

MARIA MÃE DE DEUS 

O uso da expressão "Maria, mãe de Deus" foi oficialmente autorizado no Concílio de Éfeso no século V.

A Bíblia apresenta Jesus como Deus ( Verbo ) que se fez carne (João 1:1,14).

Várias pessoas têm tentado separar essas duas características de Jesus Cristo, às vezes sugerindo que fosse duas pessoas distintas, uma espiritual e a outra carnal. Para estas  pessoas apresentemos as palavras de S. Tomé:

"Respondeu-lhe Tomé. . .__ Meu Senhor e meu Deus" (João 20:28).  

A própria linguagem de Jesus não deixou dúvidas, conforme Ele aplicou a descrição "Eu Sou" para si próprio (João 8:24-58; veja Êxodo 3:13-14). Jesus claramente afirmou ser Deus!

Ainda para alguns Jesus seria apenas o templo ou revestimento do Filho de Deus; a divindade teria passado por Maria, mas não nascera de Maria, isto é uma pessoa humana em Nosso Senhor, distinta da Segunda Pessoa da Ssma. Trindade. Com isto contesta-se o título "Theotokos", Mãe de Deus.

Esta posição sofre um erro. Se há duas pessoas, uma divina e uma humana, não há realmente Encarnação nem morte na Cruz. Há apenas uma espécie de "possessão", contrária à confissão da fé cristã.

Nós, cristãos sabemos que Deus se fez homem, e que em Cristo há só uma pessoa e duas naturezas;

a) a divina;

b) e a humana.

 

Não entender o Mistério da Encarnação. É um erro de cristologia, não de mariologia.

Maria realmente é Mãe de Deus, a partir da Encarnação Jesus como Deus ( Verbo ) que se fez carne (João 1:1,14).

Repito: Jesus não é um ser híbrido e composto de uma pessoa divina e outra humana, mas sim uma só pessoa com duas naturezas.

Não é um corpo humano (co)habitado por uma pessoa da Santíssima Trindade, mas sim a Encarnação desta pessoa. Repito: Uma só pessoa, porém duas naturezas.

O Verbo de Deus se fez um homem no seio de Maria, mantendo a sua natureza divina e tomando, por intermédio de Maria, também uma natureza humana, na mesma pessoa.

Assim Maria é realmente a Mãe de Deus. Se ela não o fosse, Jesus não seria Deus, mas sim uma "vestimenta" humana para Deus.

Maria foi preparada por Deus antes mesmo de sua concepção, exatamente para que o Verbo se fizesse Carne (não "assumisse uma" carne) em seu seio.

Foi ela igualmente que fez com que Jesus iniciasse o seu trabalho, apesar d'Ele dizer que a Sua hora não havia ainda chegado (bodas de Caná), e foi ela que sempre esteve ao seu lado até a Sua morte na Cruz, sendo então dada a nós, os discípulos, como nossa Mãe.

Maria, evidentemente, não é uma pessoa da Ssma. Trindade, nem poderia ser.

 

Mas ela é a nossa intercessora (como qualquer cristão pode rezar pelo outro, ela reza por todos nós), a nossa advogada (como nas bodas de Caná, ela nos diz "fazei tudo o que Ele vos ordenar"(Jo 2,5), e ao mesmo tempo pede a Ele que aja em nosso favor, para o nosso bem).

Com Maria aprendemos a dizer "sim" a Deus, a dizer "faça-se em mim segundo a Sua vontade"; aprendemos também que mesmo com o  coração traspassado por dores conforme previu o Profeta Simeão tenhamos a disposição para a evangelização (Jo 2,5), a fidelidade “E sua mãe conservava no coração todas essas coisas” (Lc 2,51). e a oração(At 1,14).